Estudo recente da Panorama Mobile Time/Opinon Box aponta que desde cedo as crianças no Brasil estão fazendo uso da internet por meio de smartphones. Ou seja, os celulares inteligentes se consolidam como o aparelho favorito entre pequenos e adolescentes.

A pesquisa chamada Crianças e smartphones no Brasil trouxe um número alarmante:

72% das crianças nas famílias brasileiras entre 10 e 12 anos em que os pais têm smartphone, também possuem um celular próprio. Os outros 28%, fazem uso dos dispositivos dos pais. A análise envolveu entrevistas online com 545 pais com filhos na faixa etária entre 0 e 12 anos de idade.

Outro dado importante relacionado ao uso da internet veio da TIC Kids Online Brasil, e revelou que a utilização da web já é um hábito comum entre 81% das crianças e adolescentes brasileiros.

Dessa forma, é preciso admitir que a relação crescente entre consumo de smartphone e uso da internet por crianças não tem fronteiras. De acordo com os pesquisadores vale o alerta: quanto maior a experiência de uso, também maior é o acesso a conteúdo de risco no uso da internet.

Por isso, vamos mostrar neste artigo, 5 maneiras de controlar e monitorar o acesso das crianças à rede de forma protetiva. Sem que seja necessário fazer uso de iniciativas invasivas, e muitas vezes, sem sucesso. Confira agora!

“Nativos Digitais” e o uso da internet

Criado pelo norte-americano Marc Prensky, o termo “Nativos Digitais” compreende aquela pessoa que nasce e se desenvolve fazendo uso de tecnologias digitais. Traduzindo: são as crianças e adolescentes de hoje.

Como vimos, com essa geração conectada cada vez mais cedo, o verdadeiro desafio dos pais é dosar o uso dessas tecnologias e outras experiências.

A proposta dos educadores é ensiná-los a desenvolver habilidades para um consumo crítico e seguro da Internet. E nesta tarefa devem ser incluídos, fundamentalmente, os pais.

Para isso, agora iremos apontar o lado positivo e negativo da utilização da rede para crianças e adolescentes.

Vantagens e desvantagens do uso da internet

Se por um lado o uso da internet pelos pequenos é cada vez maior, e não deixa de ser um fator a comemorar pois, se utilizada de forma positiva e controlada reflete no desenvolvimento e educação.

Sendo fonte de informação, comunicação, socialização e entretenimento. Por outro, se não houver um controle, oferece um ambiente de insegurança e perigos. Tais como pedofilia, roubo de dados, exposição a pornografia, bullying, vírus e amizades indesejadas.

Entre as principais vantagens para o uso da internet estão:

  • excelente forma de comunicação: com rapidez e eficácia, as crianças podem se comunicar com diferentes pessoas de outros países e manter contato permanente com os pais.

  • caminho direto ao conhecimento: com o acesso à rede não é mais necessário comprar livros ou ir a uma biblioteca em busca de informação. Em apenas um clique, abre-se um “mundo de conhecimentos” e de forma gratuita.

  • colabora para a aprendizagem e habilidade das crianças: por meio da navegação entre sites e portais elas passam a fazer uso de ferramentas importantes até para sua segurança, como recursos de privacidade, filtro e localização.

Como todo uso, vamos agora às desvantagens:

  • anonimato da rede: esse talvez seja o ponto mais frágil da rede e de controle dos pais no que se refere a segurança na internet. Existem muitas pessoas mal-intencionadas na web. O anonimato coloca as crianças em potencial risco de predadores online. Ingenuidade e confiança é a combinação que leva as crianças e jovens a serem vítimas.

  • contato fácil: os predadores online estabelecem comunicação e contato com crianças e jovens a partir de mensagens instantâneas, salas de bate-papo, fóruns de discussão (muitos jogos online possuem essa ferramenta) e e-mail. Uma forma muito comum de aproximação é pela sedução e oferecimento de apoio e até mesmo de presentes.

  • muito tempo sem supervisão: é preciso mostrar a seu filho que nem tudo o que ele vê ou lê na internet é preciso. Por isso supervisione o seu tempo online e discuta o que aprendeu.

  • uso prolongado e excesso de informação: essa associação gera efeitos físicos e psicológicos nas crianças. A utilização indiscriminada estimula o sedentarismo que pode levar a doenças como a obesidade, por exemplo. O excesso de informações pode ocasionar a falta de concentração.

O que sabemos é que nenhuma família quer ter seu filho envolvido em problemas gerados pelo mau uso da internet. Então, descrevemos agora 3 maneiras de controlar o acesso dele na internet sem invadir a sua privacidade.

Ferramentas de controle parental  

A utilização indevida ou sem controle da internet e de celulares inteligentes podem ser fiscalizadas por meio do controle parental. Um tipo de ferramenta que possibilita aos pais restringirem o acesso de seus filhos ao navegarem na internet.

Por meio de aplicativos, é possível controlar a entrada em áreas com potencial perigo às crianças e jovens.

Cuidados possíveis: Criar uma nova conta

Isso mesmo, o caminho mais fácil para evitar os perigos na rede é criar uma conta nova. Disponível para Android, a ideia é proporcionar às crianças brincar sempre com um smartphone ou tablet novo, livrando os pais de investir em um aparelho novo.

A partir de “Configurações” encontre o tópico “usuários” (varia em alguns dispositivos, e pode estar dentro da aba “Geral” ou “Dispositivo”). O menu vai apontar todos os usuários que fazem uso do gadget. Opte por “adicionar usuário” ou “+ perfil”.

Depois, o sistema dará duas opções: “usuário” e “perfil restrito”. Selecione “perfil restrito”. Dessa forma, configure os aplicativos e funções que a criança poderá brincar no aparelho.

Viu só como existem muitos recursos para monitorar o ingresso dos filhos aos campos obscuros da web? E melhor, sem que seja preciso promover um clima de insegurança e desconfiança entre pais e filhos.

Desafio para os pais

Como vimos, controlar o uso da internet das crianças é um desafio. A velocidade das mudanças na área da tecnologia impõem aos pais saber usar os dispositivos e ferramentas para monitorar o acesso a situações e conteúdo inadequado.

Mas vale lembrar sempre que nenhuma ferramenta, mesmo sendo um apoio tecnológico relevante, vai substituir o envolvimento e o cuidado da família na conscientização dos filhos sobre os perigos do mundo virtual.

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